Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Renegociação da dívida

por F. Rui, em 22.02.15

-> Quando Manuela Ferreira Leite, em 2004, anunciou que a dívida estava a crescer demasiado, e que era necessário tomar medidas sérias contra esse crescer da dívida... os investidores entraram em pânico!
-> De facto, para os investidores era imperioso uma descida do 'rating', pois só assim é que:
-1- seria possível aumentar os juros cobrados;
-2- seria possível 'deitar a luva' a determinados activos a preço de '''saldos''' (obs: saldos salvo seja, leia-se: empresas estratégicas para a soberania nunca deveriam ser vendidas!); resumindo: sem Estados endividados... não seria possível ter acesso a privatizações selvagens.
.
-> CONSEQUENTEMENTE: trataram de dar a volta à situação:  Manuela Ferreira Leite foi enxovalhada pelos Media e apoiantes seus foram silenciados (nota: os Media são controlados pela superclasse)... em simultâneo... os Media deram amplo destaque a marionetas/bandalhos que apregoavam a cassete: «há mais vida para além do deficit».
.
-> Bom, há séculos e séculos que o Negócio da Dívida é a mesma coisa:
- sempre que um agiota quer 'deitar a luva' aos bens de alguém... o agiota acena com empréstimos... que sabe que não vão conseguir pagar... porque... o agiota 'trata' de complicar a vida ao devedor!
.
-> Todavia, hoje em dia, mega-agiotas não se limitam a acenar a famílias... eles acenam a países inteiros!
-» Nota 1: a Goldman Sachs chegou ao ponto de camuflar a dívida grega... para que depois... mega-agiotas pudessem deitar a luva a activos gregos (e não só...)  a preço de '''saldos'''!
-» Nota 2: Mais, a  Goldman Sachs chegou ao ponto de colocar elementos seus nas comissões de privatizações!
.
.
Os Devedores deverão manifestar seriedade... todavia, no entanto, os Credores também deverão manifestar seriedade!
Explicando melhor: ao longo da História muito Credores têm caído na tentação de 'armadilhar' a coisa... com o objectivo de esmifrar  o Devedor (leia-se, 'deitar a luva' aos seus bens, perda de soberania,...).
.
Os Credores andaram a 'comer' o Estado português, leia-se, andaram a 'comer' os contribuintes portugueses como OTÁRIOS!
De facto, mafiosamente, os Credores complicaram a vida ao Devedor: o Estado português.
.
Os Credores também devem ser responsabilizados!
Na realidade, em vez de actuarem como Credores-esmifradores... os Credores devem  manifestar seriedade: leia-se, devem apresentar um plano que permita ao Devedor (nomeadamente, o Estado português) pagar as suas dívidas... sem desbaratar os seus bens, nem desbaratar a sua Soberania.
.
.
O CONTRIBUINTE PORTUGUÊS TEM DE REAGIR face às mafiosices dos Credores-esmifradores!!!
A Islândia conseguiu colocar um TRAVÃO nos Credores-esmifradores:
- Islândia: a revolução censurada pelos Media, mas vitoriosa!
Resumo (tudo pacificamente):
- Renegociação/reestruturação da dívida;
- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
- Prisão de responsáveis pela crise;
- Reescrita da Constituição pelos cidadãos.
{Obs: Os políticos e os partidos políticos vão ter que se aguentar... leia-se, têm de passar a ser muito mais controlados pelos cidadãos... consultar o know-how islandês poderá ser muito útil: deve-se icentivar atitudes de participação cívica... que não sejam... gritar com megafones, derrubar barreiras policiais, etc}



P.S.
 Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012
"Com estas artimanhas (...) os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."
.
 ---»» Uma revolução à Islândia... permitirá ao CONTRIBUINTE defender-se dos banksters.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:06



Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D