Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Uma 'almofada' numa fase de recessão

por F. Rui, em 22.02.15

Existem ciclos no desenvolvimento económico: os Ciclos Económicos correspondem a oscilações do produto, do rendimento e do emprego... cada Ciclo Económico apresenta duas fases principais - a expansão e a recessão.

Para além de questões de Soberania... e para além de questões de oligopólios cartelizados... o Estado tem de ter uma presença muito forte nas «actividades de primeira necessidade»... visto que... tal presença pode ser utilizada como uma 'almofada' numa fase de recessão!

Um exemplo: uma GALP pública poderia continuar a ter lucro praticando preços moderados (um claro incentivo à retoma económica)... pelo contrário, uma GALP privada procura compensar uma diminuição da quantidade de mercadoria vendida, aumentando a margem de lucro [veja-se a roubalheira do preço da gasolina nos últimos tempos (nota: Portugal tem a terceira gasolina mais cara da Europa antes de impostos); obs: um produto de primeira necessidade]... o que por sua vez... dificulta a retoma económica.



Resumindo e concluindo: na minha opinião é inquestionável o facto de que é a iniciativa privada o motor do desenvolvimento económico... todavia, a especulação privada pode ter os seus excessos (um ex: aqui os preços aumentaram 10 vezes em poucos dias)... logo, é da mais elementar prudência, o Estado ter uma presença muito forte nas actividades de primeira necessidade... tanto mais que tal presença pode ser utilizada como uma 'almofada' numa fase de recessão da economia. {nota: Não há necessidade do Estado possuir negócios do tipo cafés (etc), porque é fácil a um privado quebrar uma cartelização... agora, em produtos de primeira necessidade - que implicam um investimento inicial de muitos milhões - só a CONCORRÊNCIA de empresas públicas é que permitirá combater eficazmente a cartelização privada}
Uma obs: nas actividades mais estratégicas... é preferível o combate à corrupção (combate esse, que poderá vir a ser muito mais eficaz com o «fim-da-cidadania-infantil»)... do que... ficar à mercê de quem muito bem calhar (chineses, família Eduardo dos Santos, Endesa, etc).



P.S.
Por outras palavras: empresas públicas a produzirem bens estratégicos (ex: gasolina, eletricidade, etc) a preços moderados, é um impulso para a retoma económica... pelo contrário, bens estratégicos  à mercê da alta finança, faz com que os consumidores fiquem à mercê de preços agiotas (veja-se o preço da gasolina e da eletricidade)... facto que dificulta a retoma económica... e que empobrece o país: os consumidores são saqueados e os lucros são conduzidos para o exterior (para a alta finança - capital global).

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:03



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D